domingo, 20 de setembro de 2009
Buscar amar
Ciranda cirandinha Sobre o que hoje vamos falar. Melhor seria calar Parar em frente ao mar. Apenas para regenerar. Parar para respirar. Somos todos Cravos ,Rosas. A procurar. A vagar. A percorrer. Esta imensidão de mar. De amar. De errar. Perpetuar. O além mar. Além amar.. Náufragos Da inconstância Eterna. Do buscar amar!
Crônica da dia: Sobre a Hipocrisia
Hipócritas! Hoje me disponho a escrever sobre este gênero tão comum entre os ditos da espécie "humana", sim eles, elas, os(as) hipócritas! Mas o que é a hipocrisia, bem ao meu modo de enxergar esta faceta obscura, nada mais é do que aquele modo de agir, pensar no cotidiano apenas em si mesmo. ou em si mesma. A velha lógica em ser ardiloso, astuto. podre, imperdenido, isto tudo vale para o gênero feminino também. Sabe aquelas pessoas que te dão os sorrisos amarelados, meio de canto, aquelas que por mais que você procure ser amável, gentil, não apreciam, não reconhecem a amabilidade, pessoas falsas mesmo. Nossa impressiona a quantidade deste seres, estão por aí espalhados na crosta terrestre,ervas daninhas. E o mais engraçado de tudo isto, nossa e como é divertido, confesso que me divirto muito, é o fato destes seres se acharem espertos... Pensam que camuflados não serão reconhecidos, eu reconheço um hipócrita, e ainda faço testes com eles, e o pior é que nem percebem os experimentos que faço. A coisa funciona mais ou menos assim: Quando meu sensor capta um destes seres, imediatamente os coloco em fase de experimento, analiso meticulosamente todas as suas reações, suas ações, tudo isto obviamente sem que eles se apercebam. Estes dias resolvi testar um destes seres, a espécie nem sequer imaginava que estava sendo vítima de minha análise, mais divertido. Resultado, caiu como um ratinho de laboratório, presa fácil. Após o teste conclui que estava certa, vitória, havia acertado na análise. Vixi, eles pensam que enganam, mas são tão tolos, tão tolos coitados. O teste funcionou assim: Eis que eu tinha lá minhas dúvidas ainda a respeito do ratinho ou ratinha de laboratório, então fiz a análise empírica. A criatura passava por mim, então fiz um comentário simpático, agradável, tipo assim querendo puxar papo. A criatura me olhou e deu-me uma resposta fria, antipática, eu naquele momento dava gargalhadas por dentro, venci, não havia me equivocado, meu detector de hipócritas não valhara! A história com tal ser confesso até o teste fatal ainda me causava certa dúvida, afinal a pessoa em questão dias era extremamnete gentil, dias sequer olhava-me, até ignorava-me. Nunca gostei deste tipinho, um dia lhe trata bem , sorri, no outro lhe trata com desdém, aí meu amigo tem! Como existem hipócritas, eu cá com meus botões realmente não entendo este tipo de ser, ou "não ser"... Mas é a sina da humanidade, desde que o mundo é mundo, os hipócritas estão aí., eita espécie difícil de entrar em extinção!
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Algumas considerações sobre literatura
Os avanços de um mundo cada vez mais globalizado, acelerado, tecnologias avançadas em todos os sentidos, a literatura persiste como um símbolo mitológico, apesar do livro digital ser uma realidade, há ainda os que apreciem o folhear de um bom livro, sentir as páginas, parece que este ato aproxima o leitor do autor e das histórias por ele criadas. Mas muitas vezes o olhar reflete as experiências sobre o que lemos, um bom exemplo é a história de uma antropóloga americana chamada Laura Bohannan que resolveu testar se uma comunidade primitiva podia compreender Shakespeare. Ela partia de um pressuposto; que o gênio inglês tratava de sentimentos universais nos seus textos dramáticos, portanto, todos deveriam entendê-lo. E, assim, dispôs-se a verificar os limites de sua teoria, que era também uma maneira de estudar antropologicamente as diferenças culturais. Rumou para o oeste da África e foi viver com os TIV. Adotou uma estratégia que foi ficar lendo sozinha, na sua cabana, o Hamlet. Ficava de propósito lá entretida esperando que eles se interessassem pelo que estava lendo. E tão entretida estava que os primitivos começaram a ficar intrigados, afinal, o que acontecia com ela quando ficava com aquele livro na mão... Pediram, então, que lhes contasse a história que estava lendo. Laura chamou-os para ouvi-la. Estavam eles ali já sentadinhos em torno dela e mal ela iniciou a narrar, começaram os problemas de interpretação. Quando descreve aquela cena inicial em que o rei e pai de Hamlet, depois de assassinado, aparece vagando na torre do castelo, um dos homens da tribo disse que aquilo era impossível. Ele não podia ser o “chefe”, mas outra pessoa, apenas um representante dele. E a coisa tornou-se ainda mais complicada porque não podiam entender a palavra”fantasma”. Para eles só podia ser um “zumbi”, uma entidade maléfica qualquer. Além do mais, diziam, os mortos não andam, que coisa era aquela de ficar zanzando noite adentro. A antropóloga tentou explicar uma coisa e outra, e tentando passar por cima das divergências, continuou. Quando lhes foi dito que o tal fantasma do rei havia confidenciado a Hamlet que só ele, seu próprio filho, poderia resolver o problema de sua morte, ou seja, de vingá-lo, de novo os primitivos acharam estranho. Na tribo deles, não é tarefa dos jovens resolverem os problemas. Quem tem que assumir a responsabilidade é o ancião. E o ancião na história de Hamlet era Cláudio, tio de Hamlet. Só que este é que havia assassinado o rei com a concordância da própria mãe de Hamlet Os africanos já deviam estar achando os brancos para lá de malucos, e mais intrigados ficaram quando a narradora lhes deu outra informação da história. Ou seja, que Gertrudes – a mãe de Hamlet se casou rapidamente com Cláudio, ou seja, não havia deixado o cadáver do marido esfriar. Isso era, de novo, inaceitável. Segundo o costume daquela tribo, a viúva tinha que ficar pelo menos dois anos de luto. Claro que as mulheres nem sempre concordavam com isso, pois durante a narrativa da antropóloga, uma esposa que ouvia a história, reclamou que o marido morria, era necessário rapidamente outro homem para cuidar do campo e das cabras. Enfim, a tarefa a que se propôs a antropóloga americana foi se frustrando. A cada informação que dava, vinha uma divergência cultural e simbólica. Ela teve até que saltar o famoso monólogo. Essa coisa de “ser” e “estar” só os metafísicos ocidentais entendem. É possível que você como eu nunca tenha tentado explicar Hamlet, mas é certamente provável que, sem ir á África e sem ter o Hamlet nas mãos, você e eu tenhamos tido experiências semelhantes tentando explicar o inexplicável. Este texto foi de Affonso Romano Sant’Anna, no jornal O Rascunho, um periódico que trata somente de assuntos literários, interessante a experiência desta antropóloga, ela nos faz repensar aquela coisa toda da “literatura universal”. Então podemos tirar uma primeira conclusão, de que a leitura é subjetiva, depende de quem lê sim, enganou-se que imaginou o contrário. Durante o processo histórico as formas de escrita,os estilos literários foram sofrendo alterações de acordo com o momento. Na idade média, por exemplo, a Igreja detinha os domínios da escrita, os mosteiros foram importantes para que hoje muitos dos clássicos sejam conhecidos, este era o ofício dos copistas. A escrita sempre esteve presente na vida de todos os povos, seja em forma de palavras, seja através de símbolos, que representavam algo que se desejava contar, deixar registrado. Por meio de obras literárias pode-se conhecer muito sobre uma época, os costumes, o cotidiano, enfim a literatura serve a humanidade de modo incontestável. Um tipo de literatura extremamente interessante é a descritiva, aquela que viajantes relatam com minúcias as impressões de determinados locais. Saint Hilaire o naturalista francês por exemplo registrou em um livro suas andanças pela região sul, percorreu o estado do Paraná e anotou o que viu na Vila de Curitiba. A leitura sempre nos transporta para lugares que jamais poderíamos ir ou imaginar, os clássicos hoje não instigam muito a safra de leitores jovens, isto de certa forma tem uma explicação. Primeiro, a cultura massificada cada vez mais assumiu o controle das mentes, assim tudo torna-se mais facilmente digerível, isto não ocorre somente com a literatura, mas na música, e demais expressões artísticas. A propaganda de massa fortemente utilizada por Adolf Hitler propagou-se e hoje o que se vê nada mais é do que uma calcificação destas práticas. Outro motivo pelo qual os clássicos não vingam entre os mais jovens é a própria obrigatoriedade, muitos professores, escolhem um determinado livro, por exemplo “O Guarani” e cobram esta leitura, em forma de prova, isto não desperta leitores, ao contrário, os espanta. O primeiro passo para se formar leitores é fomentar a criatividade dos mesmos, valorizar uma redação quando esta possui uma essência, e não apenas encher de rabiscos com caneta vermelha a produção do aluno, neste simples ato o professor menos atento e insensível estará podando um futuro talento. Nos dias em que vivemos estão em alta os livros de auto-ajuda, aqueles com mensagens de incentivo, historinhas recheadas daquilo que muitos precisam ler para seguirem com suas vidas. Neste sentido muitos se tornam Best-Sellers, que o diga Paulo Coelho, o mestre da auto-ajuda. A literatura mais antiga também não atrai a muitos pela falta de valorização em uma sociedade de seus antepassados, da própria valorização da história, considera-se tudo que é antigo chato, maçante, mas um Fiódor Dostoiéviski, nada possui de maçante. Quem se atrever a ler Crime e Castigo, por exemplo, não conseguirá largar até chegar ao fim. Autores brasileiros como Machado de Assis atrairiam muito se fossem desmistificados para as novas gerações, os contos de Machado são estimulantes. O que acontece é que a mídia valoriza tudo aquilo que é descartável, consumível e logo após facilmente substituído por um novo sucesso. Assim Júlio Verne não chega aos meninos que gostam de aventuras, mas a saga do bruxinho Hery Potter vende bem. As histórias sempre fizeram parte da humanidade, mas hoje em dia como disse o especialista em mitologia Joseph Campbell, as pessoas não estão familiarizadas com a literatura do espírito, estão interessadas nas notícias do dia e nos problemas do momento. Antigamente, o campus de uma universidade era uma espécie de área hermeticamente fechada, onde as notícias do dia não se chocavam com a atenção que se dedicava a vida interior. As literaturas grega e latina e a Bíblia costumavam fazer parte da educação de toda gente. Tendo sido suprimidas, toda uma tradição de informação mitológica do Ocidente se perdeu. Muitas histórias se conservavam, de hábito na mente das pessoas. Quando a história esta em sua mente, você percebe sua relevância para aquilo que esteja acontecendo em sua vida. Os grandes romances podem ser excepcionalmente instrutivos, a leitura de mitos também, o que estamos aprendendo nas escolas não é a sabedoria da vida, estamos aprendendo tecnologias, acumulando informações, existe uma forte tendência à especialização. "Nós modernos, estamos despindo o mundo de suas revelações naturais, da própria natureza, quando os seres humanos destroem a natureza, destroem sua própria natureza, deixam de ouvir a música", sábias palavras de Joseph Campbell, mitologia é música e literatura também.
domingo, 13 de setembro de 2009
Absolutismo despótico e viva Sarney!
Bizarrices é tudo que constato neste cotidiano brasileirístico! Por aqui, abaixo da velha linha do Equador sabe-se que historicamente as práticas da velha política forjada á ferro e fogo não passa por uma boa poda há décadas. Aqueles imemoriáveis tempos das vendas de títulos de nobreza, e as infindáveis reuniões onde as benéficies artimanhas políticas aumentavam os patrimônios de muitos, nossa quantos coronéis, quantas maracutaias em nossos quartéis. Que nos diga nosso ilustríssimo presidente do Senado José Sarney, os contratos de gaveta são uma benção em Brasília. Aliás, a localização geográfica de nossa capital federal foi muito bem articulada, assim como o déspota Luís XVI esperto resolveu construir o Palácio de Versalhes bem longe das massas populares. Estamos distantes de Brasília, isso por si só torna-se um grande entrave para que estes políticos corruptos, sujos e sem escrúpulo algum possam ser incomodados pelo calor do povo. Quando volto nas páginas da história delicio-me com a revolução francesa, a queda da BASTILHA! Então viajo e sonho com a queda de Brasília, imaginem. O povo cercando o senado, o palácio do planalto, LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE! Penso nos colarinhos suados , estampados com o suor do medo, do pânico, que bela cena seria, ver todos ladrões que saqueiam o povo e depois na frente das câmeras ficam com aquele ar de autoridade achando-se acima de tudo e de todos. Que bela cêna seria ver todos saindo algemados, indo direto pra cadeia cumprir sua penas e o proletariado unido demosntrando a força que possui! Ai, mas retorno á realidade e percebo que o sonho na real é um pesadelo que não se finda nunca, eles estão lá, tramando, articulando, tripudiando. A história nos mostra que homens com gana de poder e grana sempre existiram, sempre existirão, mas a velha história nos mostra também que quando um povo se revolta, cria consciência de sua força, pode mudar os rumos da mesma. Assim seguimos neste imenso caudal caótico, mas José Sarney lembre-se o período dos déspotas passou, ou será que vossa excelência esta querendo implantar o absolutismo por aqui, se a resposta for sim, vou agora mesmo criar uma máquina do tempo e fugir quem sabe para aquele dia glorioso, perambular pelas ruas de Paris e vislumbrar a ira do povo bem de perto, só para voltar com mais vibração cheia do espírito das ralés!
Miniconto: Brasília Surreal
A movimentação começou, em pouco tempo Brasília estava sitiada, agentes da Polícia Federal cercavam o Senado, o Congresso, os Ministérios. Levas e levas de presos, algemados, eram colocados em ônibus estratégicamente estacionados. A limpa deixou a capital federal praticamente uma urbe fantasma, visto que alguns poucos escaparam. Para completar a limpeza, foram trazidas as baianas que realizam a lavagem das escadarias de Salvador, sal grosso, todo um rito de purificação, e só para garantir uma detetização geral, afinal ratos sempre voltam! Só mesmo um conto surreal para explicar toda a surrealidade em que nos encontramos!
sábado, 12 de setembro de 2009
Comércio da fé
Terça-feira agora Vai estar lá O pastor Joel Vai com fé Vai com otimismo Só não esqueça de levar o dízimo Grande corrente Povo carente Descrente nem apareça Atrapalha, amarra Fica do lado de fora Enquanto o povo de dentro Ora, implora Outro dia que coisa Vi na tela da tv Ouvi mas não pude crer Agora chegou o cartão de crédito da fé Você liga é atendido A voz do outro lado Fala em tom emocionado Deus ama você Tudo bem pode crer Mas o comércio que se faz Nada haver com paz Despreendimento Afinal a mensagem Era outra Não esta inserida Neste contexto capitalista Mas as coisas do céu Precisam acompanhar O consumismo exacerbado Doutrina consumista Fiel que é fiel Precisa ter seu Kit O mercado agradece Ao cara lá de cima Para entrar no paraíso O sujeito tem que estar comprometido Quinta-feira Nova corrente Empresário endividado Seu problema será curado Mas não esqueça De reverter seus rendimentos futuros Deus é cobrador Não gosta de fiel devedor Pode se arrepender E fazer você perder O que fez por merecer Etá que não compreendo Esta fidelidade Onde a grana Vem antes da bondade Estranha esta devoção Eu heim Acredito que esta hora Deus esta muito ocupado Revisando os carnês Que não foram pagos Deve ser um corre danado Para colocar a contabilidade nos conformes Coitado deste Deus Deve estar precisando de férias
Sobre Stone e Hugo Chávez
Agora aqueles que se apoderam da democracia para exterminá-lá tem mais um aliado a seu favor além da ignorância das massas e de seus velhos discursos mal acabados. Prova disto é a produção de Oliver Stone que coloca Hugo Chávez no papel de incompreendido e benfeitor, um equívoco histórico! Triste ver como ditadores em pleno século XXI, ainda conseguem convencer mentes naufragadas no mar do esquecimento. Pergunto-me como pode tal incoerência vingar, após tantas ditaduras, após tantos nomes que covardemente e friamente se incorporaram á história universal. Adolf Hitler era mestre em manipular as massas, graças a sua sórdida astúcia e de seus aliados, promoveu atrocidades que não podem ser apagadas, encobertas, seus desejos levaram aproximadamente seis milhões de judeus á morte durante a segunda guerra mundial isto sem contar os doentes mentais de seu próprio país que representavam um entrave á pureza da "raça" ariana. Aquelas chaminés propagavam a fumaça negra dos corpos carbonizados, os que não eram enviados aos fornos de encineração eram despejados em covas, amontoados do que um dia foram vidas, vidas desprovidas de seus direitos básicos, liberdade, igualdade! Por vezes consideram meu discurso exagerado ao comparar Hitler a Hugo Chávez, mas minha comparação tem lá seus fundamentos e o principal de todos é este: a asfixia da liberdade democrática, da liberdade de imprensa, tudo bem que o Sr. Oliver Stone queira bancar o bom samaritano, o salvador da imagem Hugo Chaviana, afinal o coitado do Chávez é mais um perseguido pela política norte-americana. Mas há que se ter um compromisso com a verdade, um rigor em se apresentar fatos de uma personalidade como a que Stone tenta criar, faz lembrar aquelas criações bizarras de laboratório. Todos sabemos que os norte-americanos de santificados nada tem, ao contrário, financiaram ditaturas em toda a América Latina, enviaram militares para ensinar com maestria as técnicas de uma tortura sem marcas. Os sobreviventes do AI5 que o digam! O que estou procurando dizer com todo este amontoado de palavras é que ditadores sempre existiram e sempre haverão de existir no curso dos tempos, mas cabe a todos que possuem os meios de comunicação como fonte de seu trabalho, seguirem uma ética com a história, apurar, analisar, pesquisar, adentrar no cotidiano das massas para saber se realmente o que estão produzindo é digno de se tornar um documentário, um filme, uma reportagem. A omissão pode ser degenerativa, mas o excesso eufórico em se retratar certas personas é fatal, quando o objetivo principal é estar no foco das notícias!
Assinar:
Postagens (Atom)

